O Kratonton possui um pool de artistas plásticos de diferentes vertentes. Conheçam quem são eles.

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Douglas Okura

Douglas Okura, artista plástico, cenógrafo, designer e ninja, formado na Belas Artes ganhou o prêmio Fiesp de Design em 1999, conquistando uma bolsa do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Um artista multimídia que ampliou seus trabalhos artísticos na cenografia (televisão, shows, teatro e eventos), esculturas, pinturas e design. Criou os mobiliários e a cenografia dos camarotes sustentáveis nos eventos Live Earth, About Us, SPFW, entre outros.

Alissa Osumi

Alissa Osumi nasceu em 90. Voltou seu olhar para arte aos 3 anos. Hoje é fotografa e artista visual. Inspirada em culturas vivenciadas principalmente na arte urbana, seu trabalho busca o inusitado Atualmente trabalha no AteliEma.

Guilherme Kikuti

Visite: Guilherme Kikuti

O artista Guilherme Kikuti, 33 anos, é formado na Faculdade Paulista de Artes. Já na infância mostrava interesse pelas artes e começou desenhando com pedaços de tijolos nas ruas. A observação atenta sob o cotidiano, a leitura e a sensibilidade são as diretrizes que inspiram o trabalho de Guilherme, apresenta inúmeras xilogravuras, criadas no AteliEma.

Penna Prearo

Visite: Penna Prearo

“Um fotógrafo, por menos que queira, com seu olhar, já interfere no ambiente onde realiza o seu trabalho. Analogamente, visualiza o mundo de uma maneira sempre diferenciada. Encontrar formas de dialogar com aquilo que se costuma chamar de realidade é um dos principais elementos apresentados pelo trabalho plástico de Penna Prearo.

Ao lidar com o espaço, ele oferece variadas possibilidades de encantamento. Talvez a mais significativa esteja na humildade com que se relaciona com aquilo que o cerca e deseja fotografar. Isso lhe permite contornar quaisquer imprevistos e se dedicar com paciência e perseverança a erguer momentos estéticos marcados pela força visual e por um clima que oscila entre o fantástico e o inusitado.

Galinheiros, água, encruzilhada de estradas, locais abandonados, detalhes do solo ou de elementos da natureza propiciam uma espécie de realidade própria e imaginária em que o lirismo predomina. A habilidade de Penna Prearo está em fazer isso com grande naturalidade, como se os mundos que propõe não fossem apenas dele, mas sim onipresentes, embora invisíveis para a maioria de nós.

O começo dos processos criativos do artista está geralmente associado ao cotidiano. Há muito de intuição e, principalmente, de uma sabedoria do contemplar desenvolvida em dois grandes momentos: a pureza do olhar de uma criança, que busca ver tudo como fosse pela primeira vez, e a sabedoria adquirida pela experiência nas mais variadas situações.

Seja quando toma situações já prontas para fotografá-las ou quando interfere naquilo que vê inserindo elementos, Penna Prearo nos propicia uma inserção num pensar em que pouco lhe escapa. Uma cena já pronta ou as alterações de uma situação pelo dinamismo gerado pelo vento são igualmente registradas pela observação do espaço como um amplo campo de trabalho.

O efêmero, nas lentes de Prearo, cristaliza-se. Isso não lhe dá um tom de morte. Pelo contrário, permite a uma situação passageira uma materialização que fornece uma observação posterior mais atenta. Ao lidar com as nuanças da água ou dos tons ocre da terra, esse processo permite o desenvolver de sequências que poderiam ser aprimoradas infinitamente.

O diálogo estabelecido entre cada objeto fotografado e o entorno faz com que aparentes cerceamentos ou liberdades tomem novas dimensões. Quem parecia estar preso se liberta e vice-versa, fatos que obrigam a pensar como o poder da fotografia não está, como se costumava pensar, em “roubar almas”, mas em deixar que elas aflorem, mesmo quando se trata de objetos aparentemente inanimados.

Os conjuntos propostos originam danças visuais em que o mistério surge como umas das principais características. O espaço do trabalho é onde se realiza a magia alquímica de dar vida àquilo que parecia inerte. A composição visual e a maneira de lidar com a cor são alguns dos recursos para criar uma poética e uma estética diferenciadas regidas pela sensibilidade.”

Texto: (Oscar D’Ambrosio, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Mackenzie, é mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil)).